Política de Jezabel

“Então escreveu cartas em nome de Acabe e as selou como sinete do rei; e mandou as cartas aos anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Nabote.” (I Rs 21.8)

Curiosamente, Jezabel significa casta. Ela era filha de Etbaal, rei de Sidon. Etbaal, por não ter filho homem, consagrou Jezabel sacerdotiza do templo de Baal, em Tiro[1].

Questionar o espírito de Jezabel e falar sobre a política de Jezabel é como penetrar em esconderijo de cobra, cutucar onça com vara curta ou mexer em ninho de maribondo.

Você já parou para se interrogar o porquê de tanta corrupção na política? Por que tantos escândalos como vemos hoje?

Se você observar a atitude de Jezabel nas questões políticas, você verá muito bem as digitais desse espírito: “no jeitinho brasileiro”, no “o que eu ganho”, nos “acordos indevidos”,nas “propinas” e em tantas outras formas ilícitas de se obter lucros.

Quando nos referimos à política, temos que ser mais abrangentes: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Hoje vemos a sociedade totalmente corrompida em seus valores morais, éticos e religiosos, pois, para muitos, ser correto parece ser atitude de pessoa boba; na verdade o que vemos em certos políticos corruptos e o que se aprende através de determinados meios de comunicação, e o que se ensina em certas casas, escolas, e, até igreja, é como levar vantagem,afinal diz-se que o mundo é dos espertos, e, assim,se aprende desde cedo a manipular as situações ao redor para que sejam favoráveis a nós mesmos às custas de mentiras e com isso, conseguir dinheiro, promoção, status,e coisas do gênero.

Raro são os poderosos que no exercício do seu poder não se desmandam em atitudes censuráveis de deveres, promessas e compromissos. Esses dignatários quase nada cumprem do que prometem, ganham salários astronômicos e se locupletam com propina, mensalinho, mensalão[2] e coisas do gênero, e, lamentavelmente, ainda gozam imunidade parlamentar para acobertar as suas corrupções. Na realidade não há “operação federal” que salve nem “lava jato” que consiga banir essa sujeira[3].

Os assaltantes do Poder formam a elite dos exploradores do povo: são pessoas sem Deus, sem princípios, sem moral. São eleitos pela audácia, pela demagogia e, alguns, até pelo crime. Ignoram o que seja responsabilidade, vivem na maior depravação sem temer a Lei Eterna, para essa classe não há denúncia, julgamento, condenação e prisão que resolva.

Por isso fazem qualquer loucura para enriquecerem à custa da pobreza dos pobres, dos desvios da Petrobrás, dos Correios ou com o erário da nação e, em vista disso, roubam, destroem e matam.

Há 120 anos, o físico judeu Albert Einstein previu a atual realidade brasileira e mundial quando disse: “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não só por causa daqueles que fazem o mal, mas também por causa daqueles que observam, consentem e deixam o mal acontecer”.

Que o Senhor vos abençoe.

 

*O texto acima é um trecho do quarto capítulo do livro Parênteses do Reverendo Eliézer Ribeiro.Edição 2016.



[1] SANTOS, João Batista Ribeiro. Dicionário Bíblico. Didática Paulista. São Paulo – SP. p. 252.

[2] Mensalão é uma alusão a mais ampla e completa investigação já realizada no Brasil pela Polícia Federal relacionada a um escândalo no Governo Federal, em que o ministro da Casa Civil, na época, José Dirceu, coordenou um esquema de corrupção através do Diretório do Partido dos Trabalhadores (PT), chamado Mensalão e Mensalinho, o qual servia para pagar mensalidades a parlamentares que apoiavam o Governo em questões duvidosas e campanhas eleitorais.

[3] Lava Jato é uma referência a uma operação da Polícia Federal, a qual desarticulou um esquema bilionário de corrupção reinante na Petrobrás. Esse esquema beneficiou vários diretores do alto escalão da estatal, a exemplo de muitos importantes empresários, diversas empresas renomadas, eminentes políticos de diversos partidos.

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